Algumas
vezes perdida na luz. Outras, perdida no negro. A cadência das linhas toma
formas mais brutas, emerge na cor e se fixa no limite do abismo. Há espaços não
preenchidos na imensidão de um fundo vazio, como lacunas da própria identidade.
É complexo entender-se a partir de tantos olhos. Evolui num retiro de si mesmo,
na involução da apropriada forma que toca o positivismo da rotina. Na tentativa
de quebrar-se, mergulha numa inocência de traços bobos. Espalha-se. Derrama-se.
Parece resistir a própria imagem. Deita-se. Num surto de loucura, vermelha-se.
Até que o âmago da consciência implore remissão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário