quarta-feira, 2 de janeiro de 2013



Algumas vezes perdida na luz. Outras, perdida no negro. A cadência das linhas toma formas mais brutas, emerge na cor e se fixa no limite do abismo. Há espaços não preenchidos na imensidão de um fundo vazio, como lacunas da própria identidade. É complexo entender-se a partir de tantos olhos. Evolui num retiro de si mesmo, na involução da apropriada forma que toca o positivismo da rotina. Na tentativa de quebrar-se, mergulha numa inocência de traços bobos. Espalha-se. Derrama-se. Parece resistir a própria imagem. Deita-se. Num surto de loucura, vermelha-se. Até que o âmago da consciência implore remissão. 

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